terça-feira, 21 de julho de 2009

Os melhores curtas do CINEME-SE 2009 pela crítica do público

O palco do Teatro Guarani, um dos mais importantes e tradicionais de Santos, foi o lugar escolhido para sediar o último dia do CINEME-SE 2009. Ontem foram apresentados os três curtas mais votados no festival e uma apresentação do Clube de Choro de Santos, com os grupos “Cinco companheiros” e “Tem gato no fogão de lenha”.

Os três curtas-metragens mais votados do festival foram: Em terceiro lugar, “Calando Lengo – Vida e morte sem ver água”, uma animação sobre a dura vida do sertão nordestino; a medalha de prata ficou com “Mar Negro”, a história de imigrantes africanos no Brasil; e o grande vencedor do CINEME-SE 2009 foi “Dossiê Rê Bordosa”, uma animação que conta a vida e a morte de uma das mais famosas criações do Angeli.

Após a exibição dos curtas, os grupos de música do clude do choro Santista fizeram seu show, onde parte do documentário sobre o choro santista foi gravado. O projeto faz parte da Associação Cultural Vontade de Ver (V²) e o curso de Produção Multimídia da Unisanta.

O diretor do CINEME-SE, Eduardo Ricci, acredita que este ano o festival cresceu muito. “O ano de 2009 foi muito bom para o festival, nós conseguimos trazer boas atrações e esperamos que o ano que vem seja melhor ainda”, salientou.

O CINEME-SE 2009 terminou, mas os preparativos para o CINEME-SE 2010 já começaram. A gente conta com a sua presença no ano que vem, para ter a experiência do cinema!

sábado, 18 de julho de 2009

Cinema ao vivo na noite desta sexta-feira

A proposta do diretor Bruno Vianna foi criar um longa-metragem, que fosse interativo com o público, portando um filme diferente a cada edição. O filme se chama “Ressaca”, a história é de um adolescente em meio as crises econômicas do fim da década de 80, início de 90, mas é só. Porque a cada exibição, o destino do garoto pode mudar.

A atração levou ao palco do Sesc Santos, aproximadamente 70 pessoas, que ao final puderam interagir com o diretor sobre a nova a maneira de fazer cinema, sem dúvida um experiência de cinema.

Confira uma breve entrevista com o cineasta carioca Bruno Vianna:

Como surgiu essa idéia?
Bruno: Eu tinha o roteiro do Ressaca, mas o final não fechava, então eu decidi que o roteiro deveria ficar em aberto. Eu estudei narrativas não lineares, já tinha feito um filme em duas versões, que foi o Cafuné e daí um procurei uma interface, e o projeto está aí.

Como funciona a interatividade?
Bruno: Eu monto o filme na hora, então cada dia tem uma história diferente, acompanho a percepção do público, se eles estão rindo, se estão sérios, as vezes eu choco, as vezes eu faço uma história mais tranquila, as vezes é tudo da minha cabeça. O interessante é que aproxima o diretor do público.

Como as cenas foram construídas?
Bruno: As cenas foram montadas individualmente. Eu tenho três horas e 20 minutos de material, pra fazer um longa de uma hora e 20 minutos, até mais de duas horas. Eu tenho um grande conteúdo justamente pra ter uma diversidade nas histórias, é claro que muitas das cenas não entram, até porque, algumas dizem a mesmas coisas de maneira diferente.

Como funciona o seu equipamento?
Bruno: São mais de 30 quilos de equipamento. Eu queria uma tela que fosse bonita para o público, então é uma tela de acrílico touch screen translúcida, para que o público acompanhe a montagem. Uma câmera capta as informações da tela por infravermelho, passa para um notebook, que transfere para o projetor. O Rodrigo Marçal, que faz a edição ao vivo da trilha sonora utiliza um programa específico.

O que está por vir?
Bruno: Nesse projeto, eu gostaria de que a platéia de comunicasse comigo, talvez por mensagem de texto, eu ainda não sei como vou fazer isso.

Qual foi a sua experiência aqui no CINEME-SE?
Bruno: A cada exibição é uma sensação nova, como eu tenho que estar presente em todas as exibições, e foram aproximadamente 20. Eu acompanho a reação do público e hoje (ontem) tinha muitos adolescentes, eu procurei fazer uma história focada no adolescente, foi bem legal.


Mais informações: Ressaca.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Para quem perdeu a Sessão Cineme-se do dia 16, vejam como foi!

O segundo dia da sessão Cineme-se teve a exibição de seis curtas-metragens, bate-papo com o diretor de fotografia, Durval Moretto, e teve a presença de aproximadamente 30 pessoas. O primeiro curta da noite foi “Tempo B”, dirigido por Bel Bechara e Sandro Serpa, um drama romântico que se passa na bela cidade de São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Um fotógrafo viaja a trabalho e encontra uma amiga de infância e juntos vivem novos momentos.

O curta “Blackout”, dirigido por Daniel Rezende, foi o segundo a ser exibido, e um dos filmes da abertura do Festival. Em seguida o filme “Tudo que não é espelho”, dirigido por Daniel Alfaya, conta a história de um nadador arrogante, que em uma balada, regada a drogas e a um som intenso, encontra a agonia, misturada aos seus desejos, que o levam a pensamentos bizarros. Segundo Moretto, o filme é bastante tenso. “O nome do curta indica uma história que faz referência ao Narciso, só que moderno e quem dá ao ritmo do filme é a música, que vai se alterando”, afirmou.

Entre o terceiro e o quarto curta, Márcia Okida e Fabio Machado fizeram o intervalo, cantando duas músicas, foi um pedaçinho da sessão Buena Vista, que ocorrerá no sábado, ás 21h no Clube dos Ingleses. Em seguida o filme apresentado foi “Lágrimas de Ogum”, que teve a direção de Renan Brandão, a história de um desempregado, que é atormentado por Ogum, e então resolve revidar. O diretor de fotografia salienta que este é um filme que ressalta as minorias. “O filme Mar Negro mostrou o preconceito com os imigrantes, e o curta Lágrimas de Ogum mostra que não é possível haver diferenças entre os seres humanos, ainda mais no Brasil”, disse.

O penúltimo filme exibido foi “Malabares – Os filhos dos outros”, com a direção de Mara Salla, um circo muito simples chega a uma cidade do interior, que após alguns números, são os artistas que assistem ao comportamento estranho de sua platéia. Moretto explica que o filme é feito encima da tensão sobre a história. ”A gente passa o filme todo tentando entender o que são aqueles pedaços de carne sendo cortados, essa linha tensa é que caracteriza o filme”, afirmou.

O sexto filme exibido foi “Dossiê Rê Bordosa”, dirigido por César Cabral. Este filme foi o que mais animou a platéia, risadas bem altas podiam ser ouvidas, mas não é apenas um filme cômico, como explica Durval Moretto: “O filme cria uma ligação com o público, e principalmente com os jovens porque fala basicamente de sexo, drogas e rockin’roll, que é a história da geração do Angeli”, conclui.

Texto: Bruno Piesco

“Cinema Brasileiro de alto nível”

Essas foram as palavras do diretor de cinema Durval Moretto, após a exibição dos sete curtas apresentados ontem, no segundo dia do Cineme-se 2009.


Com aproximadamente 50 espectadores, o segundo dia da sessão Cineme-se, tornou o ambiente ainda mais intimista. Os sete curtas mostrados foram:

“Rose Dolls – Hora do Show”, esta animação de apenas três minutos e 30 segundos foi dirigida por Rodrigo Santos e mostra o desespero de uma adolescente para assistir o show da sua banda favorita;

“Varias vidas de Joana”, dirigido por Abelardo de Carvalho e Cavi Borges, conta a história de uma menina do interior, que aos 18 anos pisa na cidade do Rio de Janeiro, em primeiro de abril de 1964, e portanto a história do Brasil e da jovem crescem juntos;

“São” dirigido por Pedro Severin, o curta conta a história de Lúcio, um homem que após a morte do pai, recebe uma carta dele, o conteúdo da mensagem é tão perturbador, que torna a vida com sua esposa Maria Luiza um jogo de poder;

“Pensão”, dirigido por Marcelo Presotto, o filme conta a história de um jovem que mora na São Paulo da década de 80, e que após discussões com a mãe resolve morar em uma pensão. Lá ele encontra uma nova vida, que mostra seus medos e sua irreverência, típicas da época. Segundo Moretto este curta tem uma boa dinâmica de áudio. “Nesse filme o que realmente dá o ritmo é o áudio, a música, o som, que ressalta a tensão das cenas”, afimou.


Após o quarto curta, dois espectadores ganharam um brinde cedido pela Flor e Trapo. Em seguida, Márcia Okida e Fabio Machado cantaram duas músicas, além do intervalo, os componentes da banda Noizquatro deram uma prévia do que ocorrerá no sábado, na sessão Buena Vista, onde músicas de filmes são cantas ao vivo, enquanto as cenas estão sendo mostradas.


O quinto curta foi um documentário chamado “Mar negro – A história e a luta de refugiados africanos no Brasil”, dirigido por Jonatha Carvalho e Renato Silvestre, dois alunos do último ano de jornalismo da Unisanta, que fizeram o filme como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

O documentário conta história de imigrantes ilegais vindos do continente africano, mesclado as experiências dos realizadores. Moretto disse que é muito bom ver estudantes fazendo trabalhos muito bons.

“O filme teve um grande trabalho de pesquisa, que foi demonstrado na tela”, salientou. Os dois diretores estiveram presentes e puderam comentar sobre a exibição. Renato Silvestre disse que foi um trabalho de iniciante. “Tínhamos poucos recurso, mas a busca foi por histórias”, afirmou.

Já Jonatha Carvalho reafirmou que foi um grande trabalho de pesquisa. “Nós tivemos que buscar muitas histórias, e saber onde elas estavam. A nossa intenção foi mostrar as histórias de um povo ignorado aqui na região”, disse.

O sexto curta foi “O Atirador”, dirigido por Juliano Verardi, que conta a história de um executivo que vai para o alto de um prédio munido de um rifle, e com ele tem muitas idéias do que fazer com ele, mas a conclusão só o público decidirá.

O sétimo e último curta exibido foi “Calango lengo – Morte e vida sem ver água”, o mesmo da abertura do Festival, este filme foi dirigido por Fernando Miler. No final Moretto e Eduardo Ricci discutiram sobre os curtas exibidos e foi aberto para o público.

Texto: Bruno Piesco

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Cineasta edita filme ao vivo no CINEME-SE 2009

O CINEME-SE, Festival da Experiência do Cinema, realiza pela primeira vez em Santos uma sessão de cinema interativa, onde o cineasta Bruno Vianna edita seu longa-metragem “Ressaca” ao vivo com a participação de um DJ na trilha sonora. A sessão acontece no teatro do Sesc Santos, às 19h30, nesta sexta-feira (17/07). Com entrada franca.

O filme Ressaca, de Bruno Vianna é editado e modificado a cada exibição. Algumas das sequências já estão prontas, outras são feitas na hora (inclusive com a participação de um DJ para a trilha sonora). Com isso, é possível, entre outras coisas, alterar até o desenrolar da história. “Temos gravadas duas maneiras do pai do garoto morrer, por exemplo”, explica Vianna.

A mesa de edição é formada por uma placa de acrílico translúcida, que fica pendurada ao lado da tela para que a platéia possa ver o processo de montagem. Uma câmera capta as informações por sinal infravermelho e repassa para o computador, que junta os pedaços e transfere para o projetor.

No caso de Ressaca, o roteiro é fragmentado e mostra o cotidiano de um adolescente brasileiro em meio às crises econômicas da década de 80. Uma experiência bastante interessante para dar novo fôlego a este mercado, também em crise por causa da internet.

“A medida que vou sentindo a reação das pessoas, vou fazendo alterações na história”, afirma Vianna. Basicamente, Bruno utiliza uma mesa touch screen (sensível ao toque) - criada especialmente para o projeto - para escolher e reorganizar cenas do filme.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Alegria como manda o figurino


“Não podia ser melhor”, disse a estudante Caroline Gomes, que acompanhou o evento e aprovou a abertura do CINEME-SE 2009. O clima parecia tenso no foyer do SESC Santos, a performance de Erika Karnauchouvas, como o anjo negro, deixou alguns espectadores apreensivos. Mas ao dividir o palco com as atrações do Festival, o público se sentiu mais à vontade e com olhares atentos a cada detalhe.

A reitora da Universidade Santa Cecília (Unisanta), Sílvia Ângela Teixeira Penteado falou sobre a importância de apoiar um evento como o CINEME-SE. “O cinema é fascinante. E aqui no CINEME-SE é possível criar, realizar, experimentar e viver o cinema, tudo isso é muito gostoso, para cada um de nós”, afirmou.

O presidente da Associação Cultural Vontade de Ver (V²) e coordenador do Cineclube Lanterna Mágica, Eduardo Ricci, salientou a expectativa para o festival neste ano. “É necessário não racionalizar, deixar fluir, experimentar o cinema, como é a proposta do CINEME-SE”, disse.



Após às apresentações oficiais a banda Noizquatro entrou em cena. Um grupo dirigido pela professora de Artes Visuais da Unisanta, Erika Karnauchouvas, fez um espetáculo que encantou o público, pois os olhares estavam atentos a cada movimento. A Flor e Trapo presenteou quatro dos espectadores presentes, mas para isso era necessário contar sobre algum filme, que tenha marcado pelo figurino, tema do festival.

Enfim, o grande momento chegou, a exibição de três curtas-metragens, da sessão CINEME-SE. Os três filmes exibidos foram: “Dossiê Re Bordosa”, uma animação cômica muito bem feita, sobre a história de Rê Bordosa, uma mítica mulher do submundo. “Blackout”, em que dois assessores do Parlamento brasileiro, resolvem fumar maconha em uma sala esquecida em Brasília, e fazem assim muitas revelações, uma historia preocupante e muito engraçada. O último curta da noite foi “Calango Lengo – Vida e morte sem ver água”, outra animação muito bem feita, que mostra a realidade do sertão do Brasil. Os três curtas empolgaram a platéia, os olhos vidrados nos três telões que estavam instalados, muitos sorrisos e risadas descontraídas.


A última atração da noite foi uma apresentação de dança flamenca, que possui um figurino bastante peculiar. A platéia ficou muito animada, muitos espectadores batiam com o pé no chão, acompanhando o ritmo da música. A estudante Ana Márcia Fernandes, que estava na platéia, gostou do que viu. “Foi lindo! Do início ao fim tudo estava ótimo, os curtas estavam muito bons e o final foi maravilhoso, eu pretendo vir nos próximos dias”, afirmou.


Estiveram presentes na abertura do festival: Renato Oliane, gerente adjunto do Sesc Santos; Eng. Dr Antônio Penteado, diretor das Faculdades de Engenharia da Unisanta; Professor Fabião, biólogo e vereador de Santos; Toninho Dantas, diretor do Curta Santos; Cibele Fernandes de Oliveira, bibliotecária da Unisanta; Professor Luiz Nunes, coordenador do NEPOMT e Ricardo Vasconcelos, técnico cultural da Oficina Cultural Regional Pagu.

Texto: Bruno Piesco e Fotos: Vanessa Goes

terça-feira, 14 de julho de 2009

Performance Flamenco na abertura do CINEME-SE 2009.
Aguarde que tem mutio mais...